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Sua Companhia está PREPARADA PARA O APITO INICIAL OU PARA O CAOS


Com a proximidade da Copa do Mundo, a mobilidade corporativa deixará de ser parte da "rotina" para se tornar um dos maiores desafios operacionais e jurídicos para as empresas. Tradicionalmente tratada como uma questão meramente logística, ela agora se transforma em um teste de resiliência: como garantir que seus colaboradores cheguem a reuniões estratégicas, visitem clientes ou mesmo consigam voltar para casa em segurança em meio a uma cidade transformada pelo evento?


Durante a Copa, os riscos se multiplicam. Não falamos mais de um simples atraso de voo, mas da possibilidade real de um executivo perder um negócio milionário por ficar preso no trânsito por horas. Falamos de possíveis questionamentos trabalhistas , da responsabilidade da empresa em situações emergenciais e dos impactos financeiros decorrentes de práticas pouco transparentes. Ignorar esses pontos não é mais apenas abrir espaço para passivos que poderiam ser evitados; é planejar o fracasso.


É nesse cenário que o olhar jurídico faz a diferença. Uma política de mobilidade corporativa estruturada com base em critérios legais e de


compliance transforma a forma como a empresa organiza suas viagens de negócios. Não se trata apenas de definir limites de gastos, mas de estabelecer processos claros e auditáveis que garantam previsibilidade de custos , proteção aos colaboradores e conformidade com a legislação.


Para a empresa, os benefícios são evidentes. Um sistema bem desenhado reduz fraudes em reembolsos , assegura melhor controle orçamentário e fortalece a governança corporativa. Some-se a isso o aumento exponencial de custos com tarifas dinâmicas de aplicativos e a dificuldade de encontrar transporte, um cenário fértil para despesas fora do padrão. Ter regras claras mitiga riscos financeiros, fiscais e reputacionais , além dos riscos trabalhistas. Imagine o desgaste de discutir na Justiça do Trabalho as horas extras de um colaborador que ficou 4 horas a mais no trânsito por conta de um jogo.


Para o colaborador, a clareza nas normas representa segurança e tranquilidade. Em um contexto de euforia e aglomeração como a Copa, a existência de um protocolo de


Duty of Care (o dever da empresa de cuidar da integridade de quem viaja) ganha uma nova dimensão, traduzindo-se em confiança e valorização. Em um mercado competitivo, esse aspecto não pode ser subestimado.


A implementação dessa política deve ser um processo vivo , que exige comunicação, treinamento, ferramentas digitais e revisões periódicas. O acompanhamento jurídico garante que o documento evolua e se adapte a mudanças regulatórias. O resultado é um ciclo virtuoso: colaboradores mais seguros e produtivos, operações mais transparentes e empresas mais preparadas para responder às demandas de compliance e governança.


Encarar a Copa do Mundo sem um plano de mobilidade corporativa é como entrar em campo sem goleiro. Os riscos são altos e os prejuízos, previsíveis. A boa notícia é que ainda há tempo para se preparar. O olhar jurídico atua como um estrategista, transformando os riscos iminentes do evento em uma oportunidade para fortalecer sua governança, proteger suas equipes e dar às organizações a confiança necessária para crescer de forma segura e responsável.


Bruno Cação é Head of Hospitality | Travel & Leisure legal no FAS Advogados in cooperation with CMS | Membro do IFTTA - The International Forum of Travel and Tourism.


Advogado com mais de 16 anos de experiência em consultoria civil, especializado em oferecer soluções jurídicas estratégicas para companhias brasileiras e multinacionais, escritórios de advocacia e o setor público.

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