
Seguro viagem em 2026: o que muda, por que a demanda cresce e como o serviço acompanha o novo comportamento dos viajantes
- Turismo News

- 19 de nov.
- 3 min de leitura
Por: Bruna Bozano
À medida que 2025 se aproxima do fim, o setor de turismo se prepara para mais um ano de crescimento sustentado e mudanças profundas. Para 2026, especialistas do mercado apontam um movimento claro: o seguro viagem, antes visto por muitos brasileiros como um item opcional, se consolida como uma ferramenta essencial para qualquer deslocamento internacional — e, cada vez mais, também para viagens domésticas.
A mudança no comportamento não ocorre por acaso. Eventos climáticos extremos, aumento de atrasos e cancelamentos de voos, maior rigor nas exigências de entrada em alguns países e a retomada do turismo corporativo fazem com que o viajante esteja mais atento ao planejamento e aos custos extras que podem surgir. Em 2026, a expectativa é que a contratação espontânea — aquela que o viajante busca por conta própria, sem imposição da imigração — cresça em torno de dois dígitos, segundo projeções de consultores do setor.
Além disso, o movimento de nômades digitais e trabalhadores remotos ampliou o interesse por planos mais longos, com coberturas adaptadas ao cotidiano de quem passa meses fora do Brasil. O perfil do consumidor que compra seguro viagem é hoje mais diverso, e isso tem provocado ajustes nas seguradoras e nas plataformas que distribuem os produtos.
O que mudou no perfil do viajante brasileiro
Entre as principais tendências está um viajante mais informado, mais tecnológico e menos dependente das recomendações das agências tradicionais. O brasileiro está comparando preços, observando detalhes das coberturas e escolhendo planos que atendem a necessidades específicas.
A demanda por produtos que incluem assistência médica de maior valor é um bom exemplo. Destinos como Estados Unidos, Canadá e Japão possuem sistemas de saúde caros, e o aumento da circulação de turistas nesses países — impulsionado por promoções de companhias aéreas e ampliação de rotas — fez crescer a procura por coberturas acima de USD 50 mil. Já na Europa, onde muitos países reforçaram a verificação da apólice no processo de imigração, planos com cobertura mínima de EUR 30 mil tornaram-se o padrão.
O consumidor de 2026 também valoriza a cobertura não médica. Atrasos de voos se tornaram mais frequentes devido a condições climáticas e à alta ocupação das malhas aéreas, elevando os índices de remarcações de última hora. A cobertura para bagagem extraviada também ganhou força, já que grandes aeroportos têm enfrentado sobrecarga nos terminais e operações de conexão.
Um mercado mais digital e mais competitivo
O avanço tecnológico das seguradoras é outro ponto importante. Hoje, a maior parte das apólices é contratada pelo celular, com emissão instantânea, canais de atendimento 24 horas e reembolso totalmente digital.
Plataformas especializadas, como a SeguroViagem.SRV.br, passaram a centralizar cotações de diversas seguradoras em um único lugar, permitindo ao consumidor comparar preços, coberturas e prazos com mais clareza. Esse modelo deve se fortalecer em 2026, impulsionado pela busca por transparência e pela necessidade de entregar soluções mais rápidas.
As seguradoras, por sua vez, ampliaram a oferta de produtos, incluindo planos para viajantes que praticam esportes, para idosos e para intercambistas. Há também uma tendência de flexibilização das políticas de reembolso, que passam a ser mais rápidas e simplificadas.
Exigências internacionais e o impacto no setor
Vários países reforçaram ou atualizaram suas regras de entrada nos últimos anos. Além da cobertura mínima exigida na Europa, alguns destinos asiáticos passaram a solicitar comprovação de seguro viagem válido durante todo o período da estadia.
Essas exigências têm impacto direto no comportamento do viajante, que agora precisa planejar o seguro com antecedência, junto com a pesquisa de passagens, hospedagens e documentação.
Para quem viaja a trabalho, as empresas também estão mais atentas às responsabilidades legais e financeiras, incentivando — e em muitos casos exigindo — que funcionários viajem segurados, especialmente para destinos de longa distância.
Seguro viagem e nômades digitais
O crescimento do nomadismo digital também interfere no setor de seguros. Profissionais que permanecem meses no exterior precisam de coberturas de longa duração, que incluam consultas, internações e eventuais prorrogações. A telemedicina, que ganhou força durante a pandemia, continua sendo uma das principais demandas desse grupo e deve receber mais investimento em 2026.
Outro ponto importante é o aumento dos seguros com cobertura para doenças pré-existentes, uma necessidade frequente entre viajantes de média e longa permanência.
Projeções para 2026
Para o próximo ano, a expectativa de crescimento do seguro viagem está ligada a três fatores principais:
Expansão das viagens internacionais — com mais rotas, promoções e competição entre companhias aéreas.
Aumento de imprevistos climáticos — que elevam o risco de cancelamentos e remarcações.
Busca por segurança financeira — já que imprevistos no exterior podem gerar custos elevados.
Com preços mais acessíveis e contratação totalmente digital, o seguro viagem deixa de ser um “extra” e se torna parte essencial da experiência de viajar em 2026. Ao que tudo indica, o viajante brasileiro está cada vez mais consciente, mais conectado e mais preparado — e o mercado acompanha esse movimento com produtos mais completos e acessíveis.



