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Rio oferece sede permanente ao BRICS em Marco Diplomático


Rio de Janeiro, 8 de julho de 2025 – A Prefeitura do Rio formalizou ao Palácio do Planalto a proposta de transformar a cidade em sede fixa do BRICS, o grupo de potências emergentes que reúne atualmente 11 países, entre eles Brasil, Rússia, Índia e China.


O prefeito Eduardo Paes entregou uma carta de intenção ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva, sinalizando que o edifício do antigo Jockey Club Brasileiro, localizado no Centro do Rio e projetado por Lúcio Costa, poderia abrigar permanentemente as atividades do bloco  . São 83,5 mil m² distribuídos em 12 andares, com potencial para receber escritórios, eventos sociais e culturais, além de um jardim suspenso e garagem.


O imóvel, atualmente vazio desde 2013, apresenta alto valor simbólico e econômico. A Prefeitura propõe abater parte da dívida histórica do Jockey Club com o município — superior a R$ 1,3 bilhão em impostos — em troca da cessão do espaço  . A ideia é atrair reuniões, delegações e turistas ligados às atividades multilaterais do BRICS.


Impacto e posicionamento estratégico


O Rio já demonstrou sua capacidade de receber grandes encontros internacionais, tendo sediado o G20 em 2024 e, recentemente, a 17ª Cúpula dos Líderes do BRICS (6 e 7 de julho), realizada no Museu de Arte Moderna (MAM), no Flamengo  .


O prefeito ressalta que a iniciativa reforça o protagonismo diplomático e estimula a economia local: gera emprego, movimenta o turismo e fortalece os laços culturais e comerciais com os países membros  .


Próximos passos


Embora a proposta esteja em análise, ainda depende de pareceres técnicos, aprovação do governo federal e adesão formal do bloco. O BRICS, que não possui sede oficial até o momento, organiza os encontros de forma itinerante, com direção rotativa a cargo do país-sede  .


A eventual fixação da sede no Rio representaria um salto institucional para o grupo, simbolizando a consolidação de um polo diplomático do Sul Global no Brasil. Especialistas internacionais avaliam que, diante da expansão do bloco — que hoje abrange cerca de 46% da população mundial e 37% do PIB global  —, manter um local permanente poderia otimizar a coordenação política e operacional.


No entanto, ressalta-se que a diversidade ideológica — especialmente após a expansão recente do BRICS — e eventuais divergências entre países podem transformar a administração cotidiana da sede em um desafio diplomático significativo  .


A candidatura do Rio a sede fixa do BRICS coloca a cidade em uma posição estratégica raramente alcançada por capitais de economias emergentes. O movimento marca a ambição do Brasil de fortalecer sua influência global e transformar o Rio num centro diplomático contínuo — um verdadeiro “capital do Sul Global”.

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