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EUA recuam e suspendem taxa de US$ 250 para visto,futuro ainda é incerto

A taxa extra de US$ 250 para emissão de vistos de não imigrantes nos Estados Unidos, anunciada em julho e prevista para entrar em vigor em 1º de outubro, foi suspensa temporariamente. A informação foi confirmada nesta segunda-feira (22) pela US Travel Association ao portal Panrotas. Segundo a entidade, estão em andamento negociações para que a cobrança seja descartada de forma definitiva.


A chamada Visa Integrity Fee havia sido aprovada pelo Congresso americano dentro do pacote orçamentário que reorganizou a política migratória do país. Se fosse implementada, a taxa elevaria o custo de um visto de turismo (B1/B2) dos atuais US$ 185 para mais de US$ 430, considerando outras tarifas consulares, praticamente dobrando o valor pago por brasileiros que desejam visitar os EUA.


O impacto seria imediato no setor de turismo e intercâmbio. Entidades brasileiras como Abav e Braztoa chegaram a manifestar preocupação com a possível retração da demanda, especialmente em um cenário de câmbio desfavorável e retomada lenta das viagens internacionais.


De acordo com Tyler Gosnell, diretor do US Travel, a decisão de suspender a medida foi comunicada ao setor apenas hoje e está vinculada à pressão exercida por associações ligadas ao turismo. O argumento central é que a taxa colocaria os EUA em desvantagem competitiva frente a destinos que não exigem vistos ou cobram valores menores.


Apesar do alívio momentâneo, o tema ainda não está encerrado. O governo norte-americano não publicou nenhum ato formal de cancelamento da taxa. A suspensão vale, por ora, para a data de 1º de outubro, mas não elimina a possibilidade de que a cobrança seja retomada futuramente.


A falta de clareza sobre prazos e procedimentos alimenta a sensação de insegurança entre os viajantes. Até aqui, o Departamento de Estado e o Departamento de Segurança Interna não detalharam como a taxa seria aplicada, nem como funcionariam eventuais reembolsos.


Enquanto isso, consulados e embaixadas mantêm o processo de emissão de vistos com os valores atuais. Brasileiros que pretendem viajar podem seguir com suas solicitações sem arcar com custos adicionais além da taxa consular padrão.


O setor turístico internacional aguarda os próximos capítulos dessa disputa. Para agências, estudantes, famílias e viajantes frequentes, a suspensão representa um respiro, mas ainda não a solução definitiva.

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