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A Cachaça Fluminense esta mudando de patamar


Depois de analisar o estudo recente sobre o mercado da cachaça no Estado do Rio de Janeiro, minha conclusão é direta: estamos diante de um setor em clara transformação — e ainda subaproveitado.


O Brasil registrou 292,46 milhões de litros em 2024, quase 30% a mais que no ano anterior. Também cresceram os estabelecimentos e a diversidade de produtos. Para mim, isso confirma a profissionalização do setor e o avanço da cachaça como bebida de valor, não apenas de volume.


Mas há um sinal de alerta importante: as exportações caíram mais de 20%. Na prática, a cachaça ainda não conquistou no mercado internacional o espaço que sua história e qualidade permitem.


Falta posicionamento global mais agressivo.

No Rio de Janeiro, o cenário mistura força e fragmentação. O estado tem 67 estabelecimentos registrados e é o 5º do país, com predominância de pequenos produtores.


Vejo nisso uma grande oportunidade — especialmente quando olhamos para Paraty, que segue como vitrine nacional ao unir produção e turismo.

Outro ponto que me chama atenção é a amplitude do mercado: há rótulos de R$ 10 e outros acima de R$ 10 mil. Esse contraste mostra um caminho claro. Na minha visão, a premiumização é a estratégia mais promissora para aumentar margem e valor de marca.


Minha leitura final é simples: a cachaça já venceu como patrimônio cultural. Agora precisa vencer como potência econômica global.


E quem se posicionar primeiro — especialmente no segmento premium e no turismo de experiência — deve colher os melhores resultados nos próximos anos.

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