
Primeiro movimento de Software Power brasileiro no Rio Innovation Week
- Turismo News

- 16 de ago.
- 4 min de leitura
Primeiro movimento de Soft Power brasileiro, o Brasil Para o Mundo (BPOM), é
lançado no Rio Innovation Week
De 12 a 15 de agosto, no Pier Mauá (Rio de Janeiro), foi lançado o Brasil Para o Mundo
(BPOM) — o primeiro movimento nacional organizado de soft power, conceito que mede a capacidade de um país influenciar e atrair outras nações por meio de sua cultura, valores e Limagem projetada, em vez do uso da força.
Iniciativa da sociedade civil, o BPOM foi fundado pelo advogado e professor de Direito
Victor Drummond e contou, já em sua estreia, com sete mesas de debates ao longo dos
quatro dias do evento. Entre os participantes, nomes de destaque como Eduardo Chaves
(Brand Finance Brasil), André Sturm (Diretor do MIS e ex-secretário de Cultura de São
Paulo), Sérgio Sá Leitão (ex-ministro da Cultura), a coreógrafa Deborah Colker e os
atores Mateus Solano e Murilo Rosa. A atriz Glória Pires foi anunciada como a primeira
embaixadora do movimento.
Representando o setor de turismo e audiovisual, a apresentadora, empresária e
especialista em turismo cinematográfico Tatiana D’Angello, Diretora de Marketing e
Inovação da Federação de Convention & Visitors Bureaux do Estado do Rio de Janeiro,
participou da mesa de abertura “Audiovisual e o Poder Suave (Soft Power) Brasileiro”
ao lado de Marcelo Bechara, Diretor de Relações Institucionais do Grupo Globo.
Justos destacam o poder do audiovisual como ferramenta estratégica para ampliar o soft power brasileiro, além de ressaltar a importância de setores como gastronomia, moda, arte, música e esporte na construção de símbolos capazes de atrair turistas e
investimentos.
Com ampla experiência na área, já foi Chefe da Film Commission do Estado do Rio e
atualmente integra a Petrópolis Film Commission, defendendo a união entre audiovisual e turismo.
“O Rio tem uma Film Commission superativa e já registramos mais autorizações de gravação do que Paris. Isso impulsiona e impacta diretamente o turismo. A criação de uma Film Commission brasileira é fundamental para atrair, facilitar e incentivar produções audiovisuais internacionais”
, afirmou.
Segundo Tatiana, o Brasil precisa contar mais histórias universais que emocionem,
utilizando as cidades como cenários e valorizando a diversidade cultural.
Já Marcelo Bechara reforçou que o audiovisual deve ser política de Estado:
“Quanto ao estereótipo do brasileiro, acho que a gente não pode ter medo de
ser quem somos. Temos que mostrar nossa essência. Somos muitas coisas e,
no meio disso, as pessoas vão entender o que temos de bom e de ruim.
”
O BPOM mira avanços ambiciosos já nos seus primeiros meses de atuação. Por meio da
articulação com o setor produtivo, valorização da cultura e diálogo com representantes deEstados, o movimento busca estimular uma mudança estrutural e comportamental na forma
como somos percebidos no exterior. Na prática, o BPOM planeja organizar missões
internacionais, que abram canais de interlocução entre representantes do setor produtivo e
artistas brasileiros com seus respectivos setores em países do exterior. Também estão
previstas a criação de um curso de especialização de “soft power” numa universidade no Rio e de um prêmio para reconhecer iniciativas de divulgação da imagem do Brasil ao redor do mundo. As primeiras rodadas de negociação com consulados e câmaras de comércio
internacionais já começaram a ocorrer.
Mesmo sendo uma das nações culturalmente mais ricas do planeta, o Brasil ainda ocupa
uma posição modesta nos principais rankings de soft power global. No principal deles, o
Global Soft Power Index 2025, elaborado pela consultoria Brand Finance, o país aparece na
31ª posição entre 193 nações, repetindo o desempenho dos últimos dois anos. Apesar do reconhecimento em esportes e sermos eleitos o povo mais divertido do mundo, seguimos distantes dos primeiros lugares em influência internacional. No pilar Cultura e Patrimônio, o país de Guimarães Rosa, Caetano Veloso, Tom Jobim, Fernanda Torres e Tarsila do Amaral ocupa apenas a 15ª posição.
‘MUDANÇA URGENTE’
“No momento em que somos covardemente assediados e pressionados pelos Estados
Unidos, torna-se ainda mais urgente promovermos o país contemporâneo, plural, inovador e comprometido com soluções criativas e sustentáveis que somos. Já passou da hora de o mundo conhecer um Brasil que pensa, cria, transforma e lidera”
, sintetiza o fundador do
BPOM, Victor Drummond.
Países como Estados Unidos, França, Japão e Coreia do Sul investem há décadas em
políticas estratégicas de imagem, cultura e diplomacia como ferramentas de projeção
internacional. Conhecendo o poder suave, países conseguem demonstrar aos outros e às pessoas que vale a pena conhecer seu território e cultura, comprar e consumir seus
produtos e pagar por seus serviços, unindo indústrias bastante significativas, desde a
indústria cultural, passando pela exportação de produtos do agronegócio, pelo uso de
estruturas de turismo e muito mais.
Programação BPOM no Rio Innovation Week
12/08 (terça-feira) – 18h00 – Palco Rio Pop Tech
Audiovisual e o Poder Suave (Soft Power) Brasileiro
Tatiana D’Angello (Petrópolis Film Commission)
Marcelo Bechara (Grupo Globo)
Mediação: Victor Drummond (BPOM e Interartis Brasil)13/08 (quarta-feira) – 13h30 – Palco Rio Pop Tech
Carreiras, Marcas e Rebranding
Márcio Kieling (ator, trader e influenciador)
Pocah (cantora)
Mediação: Victor Drummond
14/08 (quinta-feira) – 16h00 – Palco Planetiers
Entretenimento como Ação: Comunicação, Regeneração e Liderança Climática
Mateus Solano (ator e ativista climático)
Francisco Brasileiro (produtor criativo e empreendedor ESG)
Mediação: Victor Drummond
14/08 (quinta-feira) – 17h30 – Palco Rio Pop Tech
Inteligência Artificial, Direitos Autorais e Ética
Tatiana Roque (Secretária de Ciência, Tecnologia e Inovação do RJ)
Mateus Solano (ator)
Sérgio Sá Leitão (Lide Cultural / ex-Ministro da Cultura)
Mediação: Victor Drummond
14/08 (quinta-feira) – 18h30 – Palco Rio Pop Tech
BPOM e o Rio de Janeiro como Porta de Entrada para o Brasil
Deborah Colker (bailarina e coreógrafa)
Lucas Padilha (Secretário Municipal de Cultura do RJ)
Mediação: Victor Drummond
15/08 (sexta-feira) – 13h30 – Palco Cine Space
Construção de Marcas: Personalidades, Empresas e Marca-País
Murilo Rosa (ator, cantor e empreendedor)
Eduardo Chaves (Brand Finance Brasil)
Mediação: Victor Drummond
15/08 (sexta-feira) – 14h30 – Palco Cine Space
A Bilateralidade na Construção do Soft Power
André Sturm (Diretor do MIS e ex-secretário de Cultura de São Paulo)
Ariel Quirino (CEO Agência AriPrensa, empresário cultural)
Mediação: Victor Drummond
Fotos : Divulgação





