
CRISTO REDENTOR: O BRASILEIRO ENTRE AS 7 MARAVILHAS DO MUNDO MODERNO
- Turismo News

- 5 de out.
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O Cristo Redentor, símbolo maior do Brasil e cartão-postal do Rio de Janeiro, é mais do que uma estátua monumental: é um ícone de fé, arte e identidade nacional. Em 7 de julho de 2007, o monumento foi oficialmente eleito uma das Novas Sete Maravilhas do Mundo Moderno, em uma votação global organizada pela fundação suíça New7Wonders, que envolveu mais de 100 milhões de votos de pessoas de todos os continentes. A escolha colocou o Brasil em destaque no cenário internacional, reafirmando a força de sua cultura e a grandiosidade de seu patrimônio.
Erguido no topo do morro do Corcovado, a 709 metros de altitude, o Cristo Redentor foi inaugurado em 12 de outubro de 1931, após quase uma década de obras. O projeto foi idealizado pelo engenheiro brasileiro Heitor da Silva Costa, com escultura do francês Paul Landowski e detalhamento do artista Carlos Oswald. Feita em concreto armado e revestida por pedra-sabão, a estátua tem 30 metros de altura — 38 se somado o pedestal — e braços que se estendem por 28 metros, em um gesto que simboliza acolhimento e paz.
A consagração do Cristo como uma das sete maravilhas foi recebida com grande celebração em todo o país. A votação, conduzida pela internet e por telefone, tinha o objetivo de atualizar a lista das maravilhas antigas — como o Farol de Alexandria e o Colosso de Rodes — com monumentos ainda existentes e representativos da civilização moderna.
Além do Cristo Redentor, as outras seis maravilhas escolhidas em 2007 foram: a Muralha da China (China), uma das maiores construções humanas, com mais de 21 mil quilômetros de extensão; Petra (Jordânia), cidade esculpida em rochas rosadas, símbolo da engenhosidade nabateia; Machu Picchu (Peru), cidade inca nas alturas dos Andes, redescoberta no século XX e cercada de misticismo; Chichén Itzá (México), centro cerimonial maia que impressiona por sua precisão astronômica; o Coliseu de Roma (Itália), palco da grandiosidade e brutalidade do Império Romano; e o Taj Mahal (Índia), monumento ao amor eterno e uma das mais belas expressões da arquitetura mogol.
Cada uma dessas obras foi avaliada por critérios como beleza, importância histórica, valor cultural e impacto turístico. O Cristo Redentor destacou-se por representar não apenas o Brasil, mas um símbolo universal de espiritualidade e solidariedade.
Desde então, o monumento carioca consolidou-se como um dos destinos mais visitados do planeta, atraindo milhões de turistas todos os anos. Do alto de seus braços abertos, o Cristo observa a Baía de Guanabara, o Pão de Açúcar e as praias que encantam o mundo, sendo cenário de filmes, campanhas publicitárias e eventos religiosos.
Em 2021, o monumento completou 90 anos e ganhou iluminação especial, eventos culturais e missas comemorativas, reforçando sua relevância para o país. O título de maravilha mundial também impulsionou o turismo no Rio de Janeiro, ampliando o número de visitantes no Corcovado e gerando impacto econômico direto na cidade.
Mais do que uma construção monumental, o Cristo Redentor é um símbolo de esperança, fé e união entre os povos. Em tempos de desafios globais, continua a representar o abraço acolhedor do Brasil ao mundo — uma imagem que transcende fronteiras e se eterniza como uma das maiores expressões da humanidade.
O reconhecimento como uma das Sete Maravilhas do Mundo Moderno não apenas reafirmou o valor artístico e espiritual do Cristo, mas também reforçou o orgulho nacional. O monumento permanece como farol de fé e beleza, lembrando que o Brasil abriga um dos maiores tesouros culturais da Terra — um colosso de paz, erguido entre o céu e o mar.



