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Brasileiros aumentam gastos em destinos de neve com crescimento de 20% nas transações

O turismo de inverno tem conquistado cada vez mais os brasileiros, e os números comprovam essa tendência. Um levantamento recente indica que os gastos dos viajantes nacionais em destinos de neve tiveram um aumento expressivo de 20% nas transações nos últimos meses. Esse dado reforça o crescente interesse pelo turismo de frio, tanto no Brasil quanto no exterior, e destaca um novo comportamento de consumo do viajante brasileiro.


De acordo com especialistas do setor, esse crescimento é resultado da combinação de fatores como a retomada das viagens após a pandemia, a busca por experiências diferenciadas e a popularização das redes sociais, que têm grande influência na escolha dos destinos. As imagens de paisagens geladas, esportes radicais e hospedagens aconchegantes têm atraído cada vez mais pessoas para experiências no gelo.


Entre os destinos preferidos estão os clássicos da América do Sul, como Bariloche, na Argentina, e Valle Nevado, no Chile, que oferecem infraestrutura completa para esqui, snowboard e passeios em meio à neve. Esses locais se consolidam como alternativas próximas e acessíveis, permitindo viagens mais curtas e com valores competitivos em comparação a países da Europa ou América do Norte.


Além disso, o Brasil também registra um aumento no turismo de inverno em regiões serranas, como Gramado e Canela, no Rio Grande do Sul, e Monte Verde, em Minas Gerais, que, mesmo sem neve, oferecem temperaturas baixas, gastronomia típica e hotéis com estrutura voltada para o clima frio. Esses destinos nacionais têm se beneficiado da alta do dólar e da busca por viagens mais econômicas, mas sem abrir mão do charme do inverno.


O aumento das transações também indica que os turistas estão investindo mais em experiências exclusivas, como passeios guiados, hospedagens luxuosas e gastronomia sofisticada. Segundo agências de turismo, há um crescimento significativo na procura por pacotes completos que incluem aulas de esqui, aluguel de equipamentos e serviços personalizados.


Outro ponto que contribui para essa alta é a diversificação dos perfis de viajantes. Antes restrito a um público de maior poder aquisitivo, o turismo de neve agora alcança famílias, casais e grupos de amigos que planejam a viagem com antecedência para aproveitar promoções e parcelamentos. Essa democratização do acesso está diretamente ligada à ampliação das ofertas de pacotes e ao aumento da concorrência entre operadoras.


As empresas do setor comemoram o cenário favorável e já projetam um crescimento ainda maior para os próximos anos, especialmente com a chegada das férias de inverno e a ampliação das rotas aéreas para destinos internacionais de neve. Companhias aéreas e redes hoteleiras estão investindo em campanhas para atrair o público brasileiro, com promoções, descontos e facilidades de pagamento.


O fenômeno também impacta o setor de moda e equipamentos esportivos. As vendas de roupas térmicas, botas, casacos e acessórios voltados para neve cresceram significativamente no mesmo período, impulsionando o comércio eletrônico e lojas especializadas. Essa tendência demonstra que a experiência da viagem vai além do destino, envolvendo todo um ecossistema de produtos e serviços.


Para os próximos meses, a expectativa é de que a procura continue em alta, especialmente com o aumento da oferta de voos diretos para cidades próximas às estações de esqui e com o fortalecimento das parcerias entre operadoras brasileiras e estrangeiras. A busca por experiências únicas, somada à valorização do real frente a algumas moedas, pode tornar os pacotes ainda mais atrativos para os brasileiros.


Com esse crescimento expressivo, o turismo de neve consolida-se como uma das principais apostas do setor para o período pós-pandemia. Além de movimentar a economia, gera empregos e estimula a criação de novos produtos e serviços voltados para esse nicho em expansão. Tudo indica que, nos próximos invernos, cada vez mais brasileiros estarão trocando as praias por paisagens brancas e temperaturas negativas, transformando a viagem para destinos gelados em um novo sonho de consumo nacional.

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